A macrotendência ecosustainability  promove um estilo de vida saudável, vai muito além da reciclagem, diz respeito a conscientização das limitações dos recursos naturais e contrapõe às mudanças e à liquidez da vida. Alinhada a isso, a C&A lança uma coleção de camisetas eco-friendly,  com certificação nível gold pelo Cradle to Cradle ™, que atesta se  todos os processos, desde o cultivo do algodão até o destino final do vestuário, foram feitos de forma responsável e sustentável.

A linha, de doze camisetas, é resultado de uma parceria entre a marca e o Fashion for Good, centro de inovações em moda e sustentabilidade, localizado na Holanda, por meio de recursos cedidos pela C&A Foundation. O Fashion for Good é fruto de uma parceria global, que reúne fabricantes de roupas, varejistas, organizações sem fins lucrativos, inovadores e financiadores em prol do objetivo comum de fazer com que nossa indústria se torne circular. Conforme Paulo Correa, presidente da C&A, “Estamos trazendo uma história que entendemos ser um marco para o varejo de moda nacional, com o lançamento das primeiras camisetas desenhadas para serem recicladas em escala mundial. Temos a responsabilidade de liderar esse processo, já que temos o compromisso de oferecer uma moda com impacto positivo”.

 

Mesmo com iniciativas como essa, a moda não consegue ser sustentável até porque como diz Marina Colerato, ao analisar os prós e contras dessa iniciativa da C&A em matéria do Modefica, não há nenhuma iniciativa capaz de, isoladamente, transformar o sistema da moda e torná-lo sustentável sem ações que foquem na raiz do problema, ou seja, no imperativo capitalista de crescimento contínuo, e não em seus sintomas.”. E finaliza “com um consumo de moda previsto em aumentar 63%, até 2030, se nós não pensarmos em alternativas para o sistema de vendas de produtos como única maneira de fortalecimento econômico, como única maneira de fazer negócios, nós estamos fadados a ir de encontro com as previsões mais pessimistas já pautadas sobre o futuro da sociedade. Correa parece saber disso e afirma que a C&A está comprometida em repensar seu modelo. Afinal, a empresa existia antes do fast fashion e pode existir depois dele, contudo,  “precisamos começar por algum lugar, sempre vai ter alguém que diz que não é possível, que não dá pra fazer. Mas é preciso ir lá e fazer. Apenas faça”, finaliza ele.”

Fontes:

http://www.modefica.com.br/por-que-a-moda-sustentavel-nao-e-realmente-possivel-se-nos-nao-repensarmos-o-sistema/#.Wabm3JLyvcc

http://www.modefica.com.br/cea-moda-sustentavel-basico-cradle-to-cradle/#.WabO2ZLyvcc

Imagens: Divulgação.

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