A iniciativa Fashion for Good, que visa melhorar a cadeia da moda, fez uma parceira com SoftWear Automation Inc., uma empresa de robótica para costura, visando ajudar a massificar o uso de Sewbots totalmente automatizados para produção de vestuários, numa tentativa de incentivar formas inovadoras e mais sustentáveis de produção de moda.

Segundo a Fashion for Good, o intuito das Sewbots é aproximar a indústria da confecção do consumidor. Através do que  a SoftWear denomina de “Sewlocal”, pode-se incentivar os fabricantes locais a reduzirem os custos de transporte, estocagem e emissão de CO². A visão computadorizada e a robótica leve são as tecnologias patenteadas da Sewbot e ambas trabalham em conjunto para facilitar o movimento do tecido e as operações de costura de uma maneira eficiente em comparação com os seres humanos.

“Quando levamos a fabricação dos nossos produtos para fora do país, foi o começo de um processo falido e insustentável. Compramos roupas porque são baratas e é isso que incita a busca por mão-de-obra barata”, explica Pete Santora, VP da Softwear Automation, em reportagem do site Innovation Textiles. “Com a introdução da automatização, podemos trazer a produção para mais perto do consumidor, mais perto da cadeia de suprimento e sermos mais integrados verticalmente, encontrando redução de custos aqui mesmo”.

A equipe do FFW  levanta questionamento sobre o  aumento do consumo desenfreado e do desperdício, tendo em vista que, com a automatização a produção ficará mais barata e mais rápida do que temos atualmente. Mas Palaniswamy Rajan, CEO da empresa de tecnologia, não enxerga dessa forma. “Estamos trazendo eficiência e sustentabilidade ao mercado. Você pode ter o tecido à sua disposição, e assim, por conta da rapidez da produção, apenas fazer o produto final quando receber o pedido do cliente”, diz. “A visão que eu tenho é que se você tem um campo de algodão, uma fábrica de fios e uma fábrica têxtil perto uma da outra, você cria uma cadeia mais eficiente e integrada”.

Podemos dizer que essa automatização da produção de vestuário nada mais é do que um passo da Indústria 4.0, que facilita a visão e execução de “Fábricas Inteligentes”, com as suas estruturas modulares, além  dos sistemas ciber-físicos que monitoram os processos físicos, criam uma cópia virtual do mundo físico e tomam decisões descentralizadas. Com a internet das coisas, os sistemas ciber-físicos comunicam e cooperam entre si e com os humanos em tempo real e, através da computação em nuvem, ambos os serviços internos e intraorganizacionais são oferecidos e utilizados pelos participantes da cadeia de valor.¹

SOBRE A TENDÊNCIA:

Cool Digitalization trata dessa evolução tecnológica e dessa ampliação digital em várias esferas de ação, desde básicas até aprimoradas, e de produção criativa, desde o processo de desenvolvimento de produtos até divulgação, visualização e utilização.

¹ Hermann, Pentek, Otto, 2015: Design Principles for Industrie 4.0 Scenarios, acessado em 23 de agosto de 2017

https://fashionforgood.com/our_news/fashion-for-good-invites-softwear-automation-to-its-scaling-programme/

http://ffw.uol.com.br/noticias/tecnologia/conheca-o-robo-que-vai-confeccionar-800-000-camisetas-por-dia-para-a-adidas/

http://exame.abril.com.br/tecnologia/industria-4-0-exigira-um-novo-profissional/

 

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